Cirurgia Ortognática
Correção dos maxilares
A Cirurgia Ortognática é recomendada de acordo com a classificação Ortognática, que diz como se relaciona a arcada dentária superior com a inferior. Enquanto na classe 1 as arcadas se posicionam adequadamente, com os dentes superiores discretamente anteriores aos inferiores, as demais podem ser critério para a operação.
Na classe 2, os dentes de cima ficam mais “para frente” que o normal e o queixo acaba retraído.
Na classe 3, a mandíbula se projeta para a frente e a arcada de baixo fica à frente da arcada de cima, deixando o queixo prolongado.
A cirurgia ortognática é indicada para pacientes com:
Prognatismo mandibular (queixo grande ou classe III);
Retrusão mandibular (queixo pequeno ou classe II);
Excesso de crescimento vertical da maxila (sorriso gengival);
Assimetrias maxilomandibulares (face torta);
Apneia obstrutiva do sono.
As cirurgias podem ser realizadas em um segmento ósseo ou na associação dos três (maxila, mandíbula e/ou mento), o que é mais comum.
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Discrepância Facial Classe II.
Neste caso, a mandíbula (parte inferior) é pequena ou pouco desenvolvida, tornando-se menor que a maxila (parte superior) e ficando em uma posição posterior a ela. Esse posicionamento dá a aparência de “queixo pequeno” ou “queixo para trás”. Tanto pode ter havido um pequeno crescimento horizontal da mandíbula (sentido ântero-posterior), quanto um grande crescimento da maxila no mesmo sentido.
Além dessa percepção de “queixo pequeno” ou “queixo pouco projetado”, ainda há a evidência de algumas características faciais, tais como:
Ângulo cervical mais aberto;
Sulco mentolabial mais profundo;
Lábio superior mais projetado.
Um quadro que acaba sendo muito comum em grande parte dos pacientes com o perfil facial classe II é uma dificuldade respiratória em virtude do posicionamento mais posterior da mandíbula e consequentemente uma diminuição das vias aéreas superiores.
Além disso, é muito recorrente queixas na região da articulação temporomandibular, devido ao mau posicionamento dos osso maxilares.
Dessa forma a resolução completa das queixas estéticas e funcionais acabam sendo proporcionadas através da cirurgia ortognática.
Discrepância Facial Classe III.
A deformidade dentofacial associada a má-oclusão classe III ocorre em 2,5% da população, sendo que 40% desses casos são severos o suficiente para necessitar intervenção cirúrgica coadjuvante. Esta deformidade pode ser causada por excesso de crescimento mandibular (prognatismo mandibular) falta de crescimento maxilar (hipoplasia maxilar) ou a associação destas duas condições.
A percepção do queixo mais proeminente acaba sendo mais evidenciado esteticamente, e consequentemente acaba sendo a característica estética que mais salta aos olhos.
Entretanto há outras características típicas do perfil facial classe III, tais como:
Lábio superior com pouco suporte e consequentemente menos projetado;
Lábio inferior mais projetado;
Sulco nasolabial mais profundo, mais marcado (bigode chinês);
Mandíbula mais alongada;
A ponta nasal geralmente costuma ser ligeiramente apontada para baixo.
Diante de todas essas queixas estéticas, além das queixas funcionais causadas pela má oclusão, mordida errada, a cirurgia ortognática é tida como padrão ouro para completa resolução e principalmente estabilidade a médio e longo prazo.
Assimetria Facial
Conhecida como um desequilíbrio entre as estruturas esqueléticas da face, a assimetria facial é uma característica humana comum, pois é rara a condição perfeita de simetria. Entretanto, ela se torna relevante quando existe uma desarmonia perceptível e que incomoda o próprio paciente.
Geralmente essas características se tornam mais evidentes através:
Mento (queixo) torto;
Linha média dentária não coincidente com a linha média facial;
Um lado da face mais preenchido que o outro.
Identificado o problema, seja a etiologia genética, patológica ou traumática, deve-se buscar o tratamento, informar sobre limitações, mas, com foco na saúde e na estética.
O diagnóstico é baseado em exame clínico e de imagem que pretendem avaliar a magnitude da assimetria, bem como diferenciar problemas de ordem dentária ou esquelética, assim como diagnosticar a real causa do problema.
As formas de tratamento são baseadas na idade do paciente, a área afetada e a etiologia (causa). A correção da assimetria facial pode envolver uma combinação de tratamentos dentários, tecido esquelético e mole (músculos e pele).
Excesso Maxila & Sorriso Gengival
A aparência do sorriso é muito importante para a maioria da pessoas, afinal, todos querem ter um sorriso harmônico. Um fator decisivo para isso é a quantidade de gengiva aparente, que quando é excessiva caracteriza o sorriso gengival. Essa característica pode incomodar algumas pessoas.
Um sorriso tido como belo é composto pela estética vermelha (gengiva) e a branca (dente) na quantidade certa.
O sorriso gengival é caracterizado pela exposição exagerada de gengiva.
Embora cada pessoa tenha suas peculiaridades e medidas, os classificados “sorrisos atraentes” têm dois milímetros ou menos de tecido gengival exposto. Ultrapassando 3 milímetros ou mais, já pode ser considerado sorriso gengival.
Este aspecto pode ser uma combinação de:
Exposição do tecido gengival;
Tamanho e forma dos dentes;
Comprimento e grau de movimento do lábio superior;
Posição vertical do maxilar superior e dentes em relação ao crânio.
As cirurgias para corrigir o sorriso gengival apresentam resultado definitivo, contudo sua indicação não é generalizada.
Ronco & Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono-SAOS
A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é caracterizada pela obstrução completa ou parcial recorrente das vias aéreas durante o sono, resultando em períodos de apneia e despertares frequentes. Esse quadro acaba resultando em um sono não reparador, com roncos, sonolência diurna, cansaço, irritabilidade, cefaleia (dor de cabeça) e falta de concentração. Além disso, pode haver o surgimento de alterações cardiovasculares, tais como hipertensão arterial, taquicardia e aumento do risco de infarto.
O tratamento cirúrgico através da cirurgia ortognática tem como objetivo principal ampliar o espaço das vias aéreas, de forma definitiva, através do avanço do complexo maxilomandibular. O novo posicionamento bimaxilar é capaz de trazer benefícios estéticos e melhora na qualidade de vida do paciente através do aumento do espaço das vias aéreas. Além disso, a cirurgia bimaxilar é capaz de fazer com que o paciente não utilize mais o CPAP (termo chave importante), dispositivo usado durante o sono para melhorar a qualidade respiratória do paciente durante a noite, mas que devido a sua inconveniência física não acaba tendo adesão por completa ao tratamento a médio e longo prazo.
Um dos principais objetivos do tratamento dessa condição através da cirurgia ortognática é restabelecer a capacidade reparadora do sono e consequentemente devolver qualidade de vida ao paciente.